Guia de raquetes de Squash

Quem nunca teve dúvida sobre qual raquete escolher para jogar? Afinal, qual a melhor raquete para jogar Squash? Quando iniciamos nessa modalidade esportiva, essa é a dúvida primária. Creio que precede até mesmo a escolha do calçado ideal.

Mesmo que o jogador já tenha praticado algum outro esporte de raquete, ainda assim cabe entender as particularidades de cada atividade. Em verdade, a preferência por um ou outro modelo é bastante pessoal. Cada jogador se adapta melhor a um determinado conjunto de atributos, desde a estética ou até mesmo àquela que seu jogador favorito usa para jogar.

Pensando nisso, aqui se apresenta um guia sobre raquetes de Squash. A seguir, são apresentados os principais atributos que servem de referência para esse tipo de equipamento.

Elementos comuns a todas as raquetes de Squash

Cabeça (head): local em que se localizam as cordas

Garganta (throat): local em que a raquete forma um V

Eixo (shaft): conecta a garganta ao cabo

Cabo (grip): local em que se segura a raquete

Em geral, o comprimento total é de 68,6 cm (27 polegadas)

Formato da garganta (“throat shape”)

No Squash, a garganta das raquetes pode ser aberta (“teardrop”), fechada ou híbrida.

Raquetes de garganta aberta (“teardrop”) possuem a área do encordoamento e ponto de acerto na bola (“sweet spot”) maior. Logo, tendem a ser mais tolerantes a batidas menos precisas. São voltadas para a potência/força da batida.

Gregory Gaultier – Foto: usopensquash.com

Raquetes de garganta fechada possuem a área do encordoamento e ponto de acerto na bola menor. Logo, como regra geral, tendem a ser mais indicadas para jogadores mais experientes e que buscam o controle. Todavia, como já dito, cada praticante se adapta melhor a um ou outro tipo.

Diversos jogadores profissionais, por exemplo, utilizam raquetes do tipo garganta fechada, como Gregory Gaultier (Dunlop Precision Elite), Karim Abdel Gawad (Harrow Vibe), Cameron Pilley (Karakal T-120 FF) e Laura Massaro (Head Xenon 135 Slimbody).

Já outros utilizam do tipo garganta aberta, como Mohamed El-Shorbaghy e Rafael Alarcon (Tecnifibre Carboflex 125S), Paul Cool (Eye V.Lite 115), James Willstrop (Unsquashable Y-Tec Pro) e Ali Farag (Dunlop Hyperfibre+ Revelation Pro).

O inglês Nick Matthew utiliza um modelo híbrido (Dunlop Hyperfibre+ Evolution Pro). A fabricante Dunlop tem um esquema ilustrativo interessante sobre sua linha de raquetes que ajuda a entender os diferentes modelos disponíveis de acordo com a relação controle e potência.

Peso

peso raquete de squash
Imagem: xamsa.com

O peso de uma raquete de Squash tradicionalmente se distribui entre 90 e 190 gramas. Além disso, o peso indicado no quadro nem sempre inclui a pintura, a proteção da cabeça e o grip (fita emborrachada que envolve o cabo). Logo, em geral, a raquete pesa algumas gramas a mais do que o indicado pela marca.

Raquetes mais leves se ajustam melhor a jogadores que gostam de atacar, pois proporcionam manuseios rápidos.

Raquetes mais pesadas se ajustam melhor a jogadores com terminação mais lenta.

Balanceamento (distribuição do peso)

distribuicao do peso raquete de squash
Distribuição do peso na cabeça | Imagem: xamsa.com

Raquetes de Squash podem concentrar o peso na cabeça (“head-heavy”), no cabo (“head-light”) ou ter o peso distribuído no corpo (garganta + eixo = “evenly balanced”).

Aqui também é uma questão de preferência pessoal decorrente do estilo de jogo.

Raquetes sem peso na cabeça (“head-light”) oferecem bom manuseio para voleios rápidos e batidas rápidas, mas podem ser difíceis de controlar em velocidade.

Raquetes com peso na cabeça podem ser mais fáceis de controlar e gerar potência nas batidas, o que ajuda jogadores iniciantes que não tem a terminação bem desenvolvida ainda. Contudo, tendem a ser mais pesadas para manejo em voleios.

Raquetes com o peso distribuído no corpo possuem um pouco das vantagens e desvantagens dos demais tipos.

Corda

Existem diferentes tipos de cordas e variados modos de tensionar raquetes de Squash. No quadro, há sempre o indicativo da faixa de tensão suportada. A maior parte das raquetes sai de fábrica com a tensão entre 26 a 28 libras. Há variações também no padrão de encordoamento. Ou seja, a quantidade de cordas principais (vertical) e cruzamentos entre elas dependendo do modelo. Veja o guia de cordas para entender melhor.

Grip (fita emborrachada do cabo)

grip karakal
Imagem: karakal.com

O tamanho padrão do grip para qualquer raquete de Squash é o mesmo. Logo, é possível adaptá-lo ao estilo de cada jogador. Mais alongado ou mais curto vai da preferência de cada um. Há jogadores que também gostam de adicionar o chamado overgrip, com o intuito de melhorar a pegada da raquete.

Como regra geral, quanto mais grosso o grip, menor o controle e sensibilidade na pegada da raquete, já que a mão fica mais distante do cabo da raquete.

Preço

Talvez esse seja o principal critério na hora da escolha de uma raquete. Afinal, cada um sabe onde o bolso aperta. Há boas opções em diversas faixas de preço. Consequentemente, o que diferencia, em geral, é o material de construção, o design, a fabricante e os demais elementos descritos.

Dicas para escolher a melhor raquete para jogar Squash

A escolha da melhor raquete para jogar Squash será sempre uma questão individual. Cada um se adapta melhor a um conjunto de características. Em geral, o jogador tem um estalo quando testa um determinado modelo e passa a utilizá-lo por anos. Por isso, é preciso levar em conta sempre o seu estilo e nível de jogo.

Raquetes mais caras não necessariamente são as melhores para você. Isto é, se não há adaptação, não há jogo. Antes de comprar, é bom testar modelos diferentes, caso seja possível. Amigos, conhecidos ou aquelas disponíveis no clube em que joga devem ser experimentadas dentro de quadra. O mesmo se aplica as marcas, que, normalmente, têm qualidade similar.

Experiências com raquetes

Tecnifibre 125S, Tecnifibre 135, Karakal BX-130

Infelizmente não tive oportunidade de testar diferentes modelos no início. Ou seja, comprei minha primeira raquete  (Karakal BX-130 – veja a avaliação) levando em consideração o peso e o preço, sem atentar para outros aspectos como o balanceamento (a Karakal BX-130 tem o peso distribuído na cabeça) e tipo de corda de fábrica. Não foi uma má aquisição, gostei bastante, trata-se de um modelo com bom custo-benefício. Todavia, com o passar do tempo, percebi que faltava algo para melhorar o jogo.

Minha segunda raquete foi a Tecnifibre Carboflex 135. A opção nesse caso foi por uma raquete um pouco mais pesada que a anterior, também com peso na cabeça. Mais uma vez uma boa raquete, mas que não me proporcionou adaptação adequada. Além disso, por infelicidade, acabei quebrando-a após um contato na parede com apenas dois meses de uso.

Já tive a oportunidade de jogar com uma Black Knight Ion Storm e uma Prince Prince Team Peter Nicol Pro 700. Gostei bastante das duas também, mas são estilos diferentes de raquete. Já tive, por pouco tempo, a raquete Dunlop Ultimate GTS. O intuito foi testar um modelo com peso no cabo. Isto é, para verificar se haveria adaptação ao meu estilo de jogo. Apesar de ser uma excelente raquete em termos de manuseio, não me adaptei.

Dentre todas as que já tive, a Tecnifibre Carboflex 125S e a Prince TT Sovereign foram as que mais me adaptei. Com a 125S foi meio que uma paixão a primeira batida. Foi um estalo imediato. Peso, balanceamento, design e corda parecerem ideais para o meu nível de habilidade na época. Pode até ter sido placebo, mas mudou minha percepção sobre o jogo. Apesar de ter passado muito tempo jogando com ela, após torar a corda, como dizemos por aqui, uma particularidade me faz trocar de raquete.

O dono da única loja que fazia o serviço (e só ele faz) estava em viagem para um torneio de Tênnis. Daí seria mais de um mês para a troca. Como #loucoporsquash que sou, eu tinha comprado uma raquete da Prince, a TT Sovereign. Isso mesmo, eu tinha a raquete nova, mas ficava guardada em casa. Daí passei a utilizá-la e, para minha surpresa, achei excelente. Ainda jogo com ela agora em 2020 e só troco novamente se ela quebrar.

Onde comprar

A etapa final para comprar é procurar pontos de venda na sua cidade ou na Internet. Existem algumas lojas brasileiras especializadas. Minha primeira raquete foi comprada na Racquet Store. A segunda foi comprada no exterior na loja Squash Pro Shop. Já a terceira foi comprada na Prospin. Por fim, a quarta foi adquirida na Oficina do Tenista. Todas essas aquisições ocorreram sem problema. Registro aqui a ótima iniciativa da loja Squashstore, talvez a única exclusivamente focada em produtos para Squash.

A seguir, listo lojistas que conheço que vendem pela Internet. A regra básica antes de comprar é pesquisar a reputação ou obter recomendação por amigos e conhecidos.

Nacionais Internacionais

Se você tem alguma dica de loja que não está listada, entre em contato que terei satisfação em adicionar. Compartilhe também suas experiências nos comentários ou nas redes sociais (facebooktwitter e instagram) do blog.


1Um bom blog (em inglês) sobre equipamentos de Squash é o squashsource.

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