Você está em um blog sobre squash. Logo, é natural que aqui se divulguem os benefícios dele para a saúde e o bem-estar.
De fato, esse tem sido um dos principais apelos desse esporte.
Já falei sobre isso em outra postagem, fazendo referência ao famoso caso da revista Forbes.
Daí eu me deparo com uma matéria do blog Squashmad que reforça esse aspecto do squash. Vamos explorar esse assunto.
Saúde e o bem-estar
Hoje em dia, é muito comum termos assistentes eletrônicos para controlar nossa movimentação diária, a exemplo dos smartphones e smartwatches que contam com indicadores de quantos passos, nível de hidratação, sono, entre outros, devemos ter.
Lá você sempre vai encontrar um aplicativo que indica uma meta de passos diários (em geral, 10 mil passos). Claro que é bom contar com esse tipo de ajuda.
Todavia, é mais benéfico ter uma rotina de atividades personalizada e que eleve o ritmo cardíaco e respiratório para além da zona de conforto (de modo que você ainda possa falar, mas não cantar), por um mínimo de 10 minutos, três vezes por dia.
Uma boa sessão de 45 minutos de squash, em geral, faz com que o jogador percorra entre três e cinco mil passos. Além disso, proporciona ao coração e às pernas um exercício adequado!
Condicionamento físico
Um melhor nível de condicionamento físico pode ser obtido por meio do que se conhece como treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT)
Isso envolve atividades de “tiro” curtas. Isto é, com aproximadamente um minuto de duração, envolvendo esforço máximo e seguido de um curto período de recuperação.
Um jogo de squash, com trocas de bolas intensas, representa, de fato, uma série de sessões de HIIT o tempo todo.
Estatísticas do esporte indicam que, em 80% do tempo, a bola permanece em jogo por 10 segundos ou menos. Em média, o intervalo entre um ponto e outro é de oito segundos.
De forma apressada, você pode até achar que é fácil. Mas junte tudo isso em uma partida de onze pontos e melhor de cinco games.
Você realmente estaria preparado para esse ritmo?
Motivação de longo prazo
Qualquer exercício motivado apenas pela força de vontade tende a falhar. Ela é um fator de motivação importante, mas também é um dos mais frágeis.
Melhor do que se ancorar nisso é encontrar uma atividade com fatores motivacionais mais positivos, como a interação social e o divertimento.
É sempre uma queixa comum referir-se, por exemplo, à musculação como uma atividade monótona, daí ser uma atividade que muitos iniciam, mas que ficam pelo caminho.
Não é por acaso que atividades com propósitos semelhantes (como o Crossfit e os treinamentos funcionais) ganharam espaço na academia tradicional.
No ambiente do Squash, eu escuto muito esse tipo de relato:
“…não faço academia porque é muito chato ficar só puxando ferro…”
De fato, a interação social e o divertimento talvez sejam dois dos principais atributos do squash.
Eu já estou há algum tempo nesse ambiente. Posso dizer, sem dúvida, que essas duas razões me prenderam e continuam me prendendo. Afinal, elas sempre contribuem para a minha saúde e o meu bem-estar.
A importância da atividade física
Qualquer atividade física que também estimule a cognição ajuda no funcionamento do cérebro e no bem-estar mental.
A dança é um bom exemplo disso. Ela se fundamenta na memória e na assimilação de rotinas, passos e movimentos.
O squash também se assemelha a esse padrão. Envolve a execução de táticas, padrões de jogada e de movimentação, bem como constante adaptação durante o jogo para superar o oponente.
É quase como uma dança, mas também é conhecido como xadrez físico. Por isso, a mensagem desse texto é a importância de praticar atividades físicas para melhorar a saúde e o bem-estar.
Todavia, como disse no início, aqui se puxa um pouco muito a brasa para a sardinha do squash.
Que bom que nosso querido esporte é um dos que mais contribuem para isso. Assim podemos justificar nosso vício interesse.
Portanto, aqui também fica o recado para que as academias de grande porte atentem ao squash.
Se tiverem consciência do potencial e de como esse esporte se encaixa na proposta de fitness, talvez o levem em consideração na hora de decidir quais modalidades oferecer aos alunos.






